sábado, 28 de maio de 2011

Brinde canhoto.


Ter virtudes é virtude para poucos (e bons). O ser humano, ser um humano é raro! Mas mesmo assim há quem nos impressione volta e meia, em meio às curvas da vida.

Há pessoas poucas, que nos fazem surpresas uma vez na vida, e outras que nos surpreendem a cada encontro. Nos traz conhecimento, e nem por isso deixa de levar uma lição consigo tamanha humildade.

Não é em um corpo grande que se esconde um grande homem, muito já dizem por aí que nos pequenos frascos estão os melhores perfumes. O fato é, que tamanho não é documento.

Às vezes me pergunto como em pequenas mãos como estas, cabem tantas coisas quando espalmadas!

Esse cara, muito me lembra uma coisa que meu avô dizia, que “uma carroça quando vazia, se ouve de longe, não surpreendendo quando chega, mas uma carroça cheia, chega sem fazer ruído, mas traz muitas coisas consigo”

É essa falta de expectativa em sempre encontrar alguém especial todo dia, que faz com que nos surpreendamos com pessoas assim.

Ele é assim, não precisa falar muito pra mostrar o quanto sabe de muitas coisas. Só fala quando vai “colocar” algo pertinente.

É ali naquela mesma mesa, que a risada ecoa celebrando a vida, brindando com a mão esquerda, achando graça de tudo o que nos faz sofrer e sorrir.

É, de fato, na vida quem tem amigo não precisa de mais nada, porque a família temos em casa, e os que não conhecíamos encontramos na rua, no bar, seja lá onde os nossos copos irão se chocar, sempre com a força de continuar.

Parabéns meu nobre!

Diego Gurgel.

Ps.: Texto produzido pelo meu amigo @digurgel em congratulações ao meu aniversário no dia 25 de maio. Obrigado irmão. Palavras fortes e muito bem vindas!

domingo, 22 de maio de 2011

Cristal, Diamante, Vidro...


Um novo momento de minha vida se inicia: No aspecto pessoal e profissional. São tantas mudanças e com tanta velocidade acontecendo que até me assusta. O tempo passa e as pessoas que menos esperamos encontrar surgem totalmente por acaso em nossas vidas, e acredite, isso realmente acontece... E pensando sobre isso me surgem analogias curiosas sobre diversos aspectos das nossas vidas que venho compartilhar com você madrugueiro de plantão.

Já parou pra pensar que nossas relações (de todas sorte) são muito frágeis? Quer um exemplo? Você convidou as mesmas pessoas pra sua festa de aniversário do ano passado que convidou cinco anos antes? Aposto que não e provavelmente você nem lembra da maioria delas e cinco anos não é um tempo muito distante pra você mensurar relações... As pessoas que você saiu no último final de semana entraram na tua vida tem quanto tempo? É... as relações são frágeis, muito, como cristais... E como tais devem ser tratadas: com zelo, cautela e cuidado. 

Algumas amizades duram uma vida inteira... outras duram dias! Dia 25 de maio é o meu aniversário e alguns convidados para a celebração me conhecem há muitos anos, outros há poucos meses, mas nenhum deles é mais ou menos importante que o outro. Foram importantes em algum momento de minha vida. Seja como professor, namorada, colega de trabalho, colega de escola ou simplesmente um amigo que estava tomando uma cerveja num barzinho qualquer com um outro amigo e dalí surge uma amizade nova... Preservar as amizades, os relacionamentos, o respeito e a honestidade: tarefa difícil.

A gente nunca sabe quando e onde vamos encontrar um diamante, um amigo de verdade, alguém que podem passar anos e anos e quando se encontrarem vai ser como se tivessem se visto ontem. É difícil, mas isso existe... E talvez por sorte ou graça do Divino Criador eu tenha em minha vida pessoas assim. "Mas nem tudo são flores na vida de Joseph Climber". 

Eu já confundi diamante com vidro barato...

E acredito que não fui o único aqui a fazer isso. Você já se decepcionou, já se enganou profundamente sobre alguém, já chorou arrependido(a) por confiar em quem não deveria, já viu seu tapete sendo puxado e jurou nunca mais acreditar nos outros... Bobagem, a gente sempre acaba confiando, sempre pensa que dessa vez vai ser diferente, mas normalmente não é... 

E sabe por quê? Porque as pessoas são assim mesmo. Nós temos defeitos: já mentimos, já simulamos coisas, já dissimulamos outras e por que fazemos isso? Porque somos pessoas normais. O nosso erro está em nós mesmos: cobrar e esperar muito dos outros, criar expectativas e fazer planos sem nem nos conhecer direito. Eu já passei por isso e é provável que você também. Mas eu aprendi lições preciosas com isso tudo...

Compartilho com você algumas, umas importantes outras nem tanto: 

As amizades são cristais delicados que devem ser tratados como tal.

Nos relacionamentos afetivos têm mais vidro barato que diamantes. 

Na vida, as pessoas que se aproximaram da gente só se aproximaram porque permitimos. 

Seja você mesmo e deixe livre todos os que te cercam. 

Ninguém suporta uma pessoa grudenta, pegajosa e que tenta moldar o mundo inteiro ao seu molde. 

Use taças de cristal todos os dias da sua vida. 

Os pequenos prazeres da vida não devem ser evitados sob nenhuma hipótese. 

Só exija dos outros aquilo que você é capaz de fazer.

Ame como se fosse viver para sempre.

Se desapegue das pessoas e das coisas, elas não são eternas.

Sorria. É de graça.

Enquanto o palhaço chora o circo aplaude.

Música à Ribeiro




Oração - A Banda Mais Bonita da Cidade (@bandamaisbonita

Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa

Cabe o meu amor!
Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe nós dois

Cabe até o meu amor
Essa é a última oração pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa

Cabe o meu amor!
Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe essa oração
____________________________________________

Este é o tipo de música que te faz sorrir...

Dedico de coração pra @silvanamaues e @AnaBiaBezerra

domingo, 15 de maio de 2011

Tudo...


E quem se satisfaz com o pouco?

Não me são sinceras as passeatas de calouros...

Nada me inquieta mais que o pesadelo!

Nunca busquei teus seios como louco !

Desito. Onde estão os meus delitos?

Ah! Quem me dera ter filhos tão bonitos...

Um desejo, um sonho, tua boca, meus pecados

Perdido estou no deserto do teu ser...

Arregaça as mangas do luar antes de bater

Primavera sem flores, vidros sem perfumes

Cânticos secretos que são ouvidos distantes

Buscando sorrisos amarelos, não obstantes

Caiam todos sentados, assim morrerão felizes

E nesta valsa fútil cantada sem refrão

Mora o teu amor, escondido em meu coração

Meus devaneios me entregam como Judas...

Beijam minha face antes de me entregar à morte

Que se dane! Isso me fará mais forte!

Eu não quero só a boca, o coração ou a alma...

Quero tudo! Não sou meio amante nem meio amigo!

Se não puder ser tudo, não me dou por satisfeito...

De fato, sou assim: tenho muitos defeitos...

Busque em si mesma a dor de outrora...

Lembre-se dos feitos da menina Aurora...

A mesma que salvou-te a vida, numa mesa de bar...

Quando todos te puxavam para a morte lá fora...

Mentira! Ela nunca fez nada por ninguém...

Claro, não se ama o rancor nem há ódio ao amor!

A calçada é testemunha: Lágrimas!

O portão é cúmplice: Gritos!

A parede é prova: Seu nome!

Abra aqui, deixe-me entrar. Seu abdome beijar...

E façamos um flho pra comemorar!

sábado, 14 de maio de 2011

Música à Ribeiro

Incrível a habilidade deste rapaz. Ewan Dobson. 

Crime




Vasta força se comprime

No horizonte mais um crime

O soldado chora a morte

- nessas horas temos que ser fortes

Pois é a dor que se comprime

Neste ato de um crime

A vida se encerra com a morte

Muitos poetas a desejaram...

- como é grande a minha sorte

Todos eles se decepcionaram

Visualizo o invisível

Vejo-te como desprezível

Dentro deste claustro

Ao qual me encerrei

Reconheço que sou fraco

Reconheço que errei

Como são belas as flores

Recordo-me dos amores

- sobre o que estávamos falando?

Juro que não sei...

- seria sobre a morte?

Ah! É! Isso mesmo: morte!

Mas não quero falar dela

Melhor saltar pela janela

- creio que é melhor eu ir

Ah! Não vá! É cedo pra partir

Nem falamos sobre o amor

A plenitude da vida

Que nos causa tanta dor

E aos sonhos nos convida

A maior força do mundo

Que no coração está no fundo

- então me fale do amor

Não falo... não se fala do amor

O amor se vive e se sente sua dor 

Nota de Esclarecimento

Estes últimos dias sem posts novos foram devidos às dificuldades de acesso que o serviço Blogger vinha enfrentando...

Gostaria de agradecer aos leitores que cobraram via msn e twitter novas postagens...

Pretendo regularizar isso o mais rápido possível...

Em breve novos textos, poesias e reflexões para todos...

Obrigado pela paciência e compreensão.

Daniel Ribeiro

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Colcha de Retalhos...

E o amor? Ah como posso dizer? O amor é indecifrável...

Ele nasce do mais singelo olhar e do puro desejar...

É diferente de tudo que há...

Lembro de olhos cor de mel que me fizeram tremer um dia...

Um Brasil de beleza e ternura: voar nas asas da paixão...

O amor é feito de vários retalhos de paixões descabidas

Que pelo tempo foram reprimidas...

O amor encontra o carinho de um beijo, o sorriso entreaberto

Fotos antigas, fotos novas... Tempo presente ou pretérito incompleto

Ó pedaços de minh'alma que se perderam no espaço,

Voltem e se costurem formando uma colcha de paixões...

Eu quero amar! Sem medo, sem amarras, sem prisões!

Os distúrbios externos buscam me enfraquecer...

Teu sorriso sincero não quero nunca esquecer....

Trasntornado, o coração busca linhas para costurar o tempo!

Busca esperanças para justificar os acontecimentos...

Te quero! Sim, de fato! Te espero!

Um sorriso inocente, uma boca dormente... Tacacá...

E o Sol? O que ele pode um dia nos roubar?

Mistérios nunca antes desvendados pelo teu olhar...

Pouco te conheço... telas frias e imagens estáticas...

Pele... Cheiro... Aroma... Pudor...

Desconheço o medo de amar quem nunca amou!

Desejo o voluptuoso sentimento maternal da vida!

Eva! Mãe! Pecado! Perdão! Amor! Paixão!

Crônicas são lidas nos jornais como carros pelas ruas...

Apenas passando... Sem nomes ou destinos certos...

Perdidos, com o peito aberto!