terça-feira, 19 de abril de 2011

Senna em Cena.






Saudade. Eis o termo mais correto para iniciar este novo texto. Sim madrugueiros e madrugueiras, eu sinto saudades de Ayrton Senna da Silva. Não da pessoa, pois nunca o conheci, mas do exemplo. Não preciso de uma data especial pra re-lembrar alguém que foi importante em minha vida, e acreditem o Senna foi. É o tipo de cara que te inspira, que te faz vibrar, que faz as coisas parecerem mais fáceis.

Muita gente colaborou na construção do meu caráter, mas é engraçado como os que já se foram parecem ser os que mais colaboraram. Exemplos como Ayrton Senna, Baltasar Gracián, Alexandre Magno, Martin Luther King, Ghandi e tantos outros cujas histórias, feitos e ensinamentos perpetuam-se na eternidade. Mas de todos os citados, só fui contemporâneo de Senna e isso faz uma grande diferença.

Era tão bom acordar cedo no domingo e correr pra sala pra assistir a corrida... Mesmo muito novo, sem entender muita coisa de estratégia, eu sabia que havia uma máquina e havia um homem e que tudo poderiam fazer juntos. E isso era algo inspirador. O Senna não corria sozinho, levava consigo milhões de pessoas, milhões de brasileiros que precisavam de uma dose semanal de motivação ofertada gratuitamente por um gênio. Eram tempos difíceis, economicamente falando e politicamente falando. Mas um país inteiro se unia diante da TV para acompanhar os feitos, daquele que é considerado por muitos, o maior piloto da história do automobilismo mundial.

Sinto falta disso. Sinto falta de ter alguém hoje em dia que possa me inspirar. Vejo nossa juventude sem identidade, sem bons exemplos, sem alguém realmente vitorioso pra quem elas possam olhar e dizer “quero ser como ele(ela) quando crescer”.  Não existe tal pessoa no Braziw. Quem tinha potencial pra sê-lo desperdiçou as oportunidades.  Uma decepção para muita gente.

E as pessoas que os jovens de hoje se inspiram são mais jovens que muitas delas. As tais bandas coloridas, ex-bbb’s, celebridades instantâneas, que não passam de marionetes nas mãos de marqueteiros, entram na vida das pessoas e as deixam piores. Sim piores, porque não me entra na cabeça qual o exemplo positivo que alguém pode tirar de ser um “ex-bbb” ou de ser um vocalista de uma banda que jura de pé junto ser de rock e que não passa a imagem realmente de um homem, mas de alguém quase andrógino.

Meu ídolo pegava a Xuxa no auge de sua forma. Arroxava a Adriane Galisteu quando ela ainda era bonita (tá bonitinha, ok, quando ela era pegável). Senna inspirou toda uma geração. Por todos os bons exemplos que ele deixou. Se você nasceu entre 75 e 89, parabéns, você faz parte de uma era especial, teve na infância/adolescência os melhores exemplos, tenho certeza que você tem uma profissão digna, deve ser também um bom pai/esposo (mãe/esposa) e se ainda não é nada disso, tem potencial pra ser. Porque crescemos ouvindo o “tema da vitória”, crescemos ouvindo “pelados em Santos, assistindo às lutas de 10 segundos do Mike Tyson e jogando Mário no super nintendo.

Temo por aqueles que nasceram nos anos 90 e não tinham um irmão mais velho que curtia rock de verdade. Eu sempre fui o irmão mais velho.

É hora de revermos conceitos e repensarmos atitudes. Quando o Senna entrava em cena normalmente era pra vencer ou dar espetáculo. E você quando entra em cena, faz o quê? 

9 comentários:

Bebel disse...

Dan esta lindo, ta perfeito, ta nostálgico, não me surpreendi com o Post porque já esperava algo assim, mais viajei ao encontro do passado... Obrigada...

Daniel Ribeiro disse...

Ahh Bebel, nem sei o que dizer... numa dessas nossas conversas nostálgicas você acabou falando no Senna, e isso pra mim foi inspirador. Agradeço por me trazer a lembrança de alguém que nunca será esquecido. Volte sempre, a casa é sua.

danny disse...

Meu lindo, eu adorei seu esse texto, aliais adoro todos. Você consegue colocar neles as coisas de uma forma tao clara e objetiva..Que é bom de ler. Eu tbm axo que sortuds somos nos, que sonos da epoca de jogar super mario no nitendo, que escutava pelados em Santos. Que acordava de manha no Domingo, mesmo sem entender nada de formula 1, pra ver o Airton brilhar nas pistas.Somos sortudos realmente.

Daniel Ribeiro disse...

É Danny, somos sortudos! Agradeço muito pelo carinho. Quando escrevo algo faço mais pra desabafar, pra tentar superar alguma coisa, fico feliz por meus devaneios fazerem bem a mais alguém além de mim...

C. Eduardo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
C. Eduardo disse...

Daniel, eu lembro da corrida do GP da Europa - 1993 - em que o Senna saiu se não me engano de quinto pra primeiro ainda na primeira volta, ultrapassando nada mais que três campeões do mundo: Schumacher (ainda seria campeão do mundo), Hill (ainda seria) e o Alain Prost (então tricampeão do mundo)...o cara era de outro planeta...GENIAL...QUE SAUDADE QUE DEU AGORA OH...OBRIGADO POR COMPARTILHAR TAMANHA EMOÇÃO...

Daniel Ribeiro disse...

Pow Dudu... é meu velho, o Senna realmente era genial, era ímpar, espetacular... Sinto mesmo saudades desse cara... deixou uma lacuna aberta nas nossas vidas que espero não demore tanto ainda pra ser preenchida...

vlw a atenção de sempre!

Mayara Delfino disse...

Senna...Ahhhhhhhhhhh esse faz falta..Bateu uma saudade aqui de lembrar dele..E dos Mamonas tb..Belo post como sempre..Bjooos Dani.

Daniel Ribeiro disse...

Senna, Mamonas, Tim Maia... ê saudade!